Quadrinho Nacional: Entrevista com Felipe Cagno

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HQ Lost Kids: Buscando Samarkand
Hoje vamos falar de quadrinhos nacionais. Uma HQ nova e incrível chamada Lost Kids está sendo financiada através do site Catarse. E iremos trazer uma entrevista com Felipe Cagno o autor dessa história. Veja um pequeno resumo dessa HQ:

Lost Kids: Buscando Samarkand

Entrevista com Felipe Cagno

Um grupo de adolescentes é misteriosamente transportado para um fantástico mundo onde reinam a aristocracia, tecnologia Steampunk, magia e Airships. Nesse novo mundo, eles precisam se unir à curiosos personagens na busca de uma cidade lendária com a esperança de retornarem para casa.

Especula-se que a mitológica cidade de Samarkand possa ser um portal para outros mundos já que é o berço dos Deors, uma poderosa e extinta civilização que talvez tenha descoberto como navegarem entre mundos e realidades.

Fique agora com a entrevista de Felipe Cagno:

Entrevista com Felipe Cagno
Felipe Cagno

1) Pra começar, pra quem não te conheçe e ainda não viu seu trabalho, fale um pouco sobre você e o que já fez até o momento:

Meu nome é Felipe Cagno, sou formado em Cinema pela FAAP em São Paulo e com um Mestrado em Produção de Filmes da Chapman University na Califórnia. Fiquei quase cinco anos por lá trabalhando e estagiando em produtoras como a Misher Films (Public Enemies e do remake da Carrie), Arad Productions (do Avi Arad, produtor dos filmes da Marvel), Weed Road (Eu Sou Lenda, Código Da Vinci) e outras.

Além de roteirizar e produzir a mini-série em quadrinhos “The Lost Kids: Seeking Samarkand”, eu também acabei de dirigir meu primeiro longa-metragem, um thriller cheio de suspense e ação chamado “Bala Sem Nome” com a Paolla Oliveira, Leopoldo Pacheco, Guta Ruiz, Sérgio Marone e Ricardo Monastero.

Atualmente estou escrevendo e começando a pré-produção do meu segundo longa-metragem, uma comédia romântica entitulada “Bom Demais para Ser Verdade”.

2) O que te fez querer trabalhar com roteiro?

O acaso, sendo muito sincero. Eu sempre quis trabalhar com cinema, mas sempre com a idéia de dirigir filmes. Até que durante meus anos em Los Angeles descobri que o papel do Produtor deles é muito diferente do Produtor de cinema nacional. O Produtor lá tem que ter uma noção enorme de como contar uma boa história e ter pleno domínio da linguagem cinematográfica, é muito diferente do Produtor aqui que precisa se engajar muito mais com a logística e viabilização de um filme.

Como esse tipo de Produção me chamou muito a atenção, resolvi estudar roteiros à fundo, primeiramente dentro do meu curso na Chapman e depois por conta própria dentro das produtoras que tive o prazer de trabalhar e onde conheci profissionais incríveis que foram verdadeiros mentores.

Durante todo esse processo de aprendizagem, me vi escrevendo filmes e um desses roteiros, o Lost Kids, eu resolvi adaptar para o formato de HQ.

3) Tem algum roteirista no qual você se inspire? Ou que seja fã? E por que?
Tem roteiristas que admiro muito, como o David Benioff, o Michael Arndt, entre outros mas me inspiro mesmo em diretores que também escrevem seus próprios filmes como o caso do Peter Jackson, Joss Whedon, Tarantino, Woody Allen e do Shane Black, um roteirista que sempre admirei e fui fã e que fez o pulo para direção com louvor, mal posso esperar para ver o que ele irá fazer com o Homem-de-Ferro.

Mas meu cineasta preferido é alguém que não costuma escrever os próprios roteiros mas sabe como contar uma história na telona como ninguém, o Steven Spielberg. Aliás, é essa sua habilidade como Produtor que me inspira tanto, adoro os filmes que ele acaba colocando sua mão.

4) Além de roteirização tem interesse por mais alguma area como direção ou produção?

Acredito já ter respondido essa pergunta nas minhas respostas acima, rs. Roteiro nunca foi meu primeiro interesse, sempre foi direção e produção, mas para ser um profissional de cinema mais completo, eu quis aprender e dominar esta área também. E quando começei a roteirizar minhas próprias histórias, acabei pegando gosto e escrevendo cada vez mais.

Mas em um futuro, e quem sabe próximo, pretendo colaborar com outros roteiristas e passar o bastão adiante.

5) Atualmente tem algum projeto rolando? Pode falar um pouco pra gente?

Estamos em fase de pós-produção no longa “Bala Sem Nome”, nas próximas duas semanas pretendemos terminar a edição e começar as próximas etapas que envolvem desde correção de cores, até efeitos e toda a produção de áudio, diálogos, efeitos, mixagem, trilha, etc.

A HQ “Lost Kids” também já está em fase final de produção depois de dois longos e árduos anos, é uma história longa, com mais de 200 páginas, todas coloridas, e bastante envolvente. Esse projeto nasceu de um roteiro de cinema que escrevi em Los Angeles e fui aconselhado à traduzí-lo para outros formatos antes de tentar viabilizar a produção, que seria algo bastante ambicioso e com orçamento inflado. Mas quem sabe um dia não consigo levar o Lost Kids para a telona também.

6) Você criou a HQ The Lost Kids. Como foi trabalhar com quadrinhos e você pretende atuar novamente com quadrinhos?

Eu amo quadrinhos, sempre gostei, sempre li, desde garoto eu sou apaixonado por este universo, então para mim foi muito natural fazer esse pulo do cinema para os quadrinhos.

Pretender trabalhar outra vez, eu até pretendo mas tudo depende de uma questão de mercado. O Lost Kids foi um experimento, foi um investimento enorme de tempo e dinheiro que eu, hoje, talvez não repetisse. Mas se eu pudesse trabalhar com melhores condições, com um orçamento melhor, uma editora por trás, tenho certeza que não hesitaria um segundo para trabalhar outra vez com quadrinhos, é uma paixão minha.

7) Pra finalizar, diz pra gente atualmente qual seu objetivo? Tem algum sonho ou projeto que você quer muito desenvolver?

Meu objetivo hoje é conseguir lançar o Lost Kids no Brasil e alcançar um público para ele, eu sei que têm muitos leitores que curtem essa pegada mais fantástica, mais Final Fantasy, e que se divertiriam bastante com a minha HQ, eu realmente gostaria de conseguir trazer o Lost Kids até elas.

E no cinema, meu objetivo é lançar o “Bala Sem Nome”, tanto em festivais e até em circuito nacional, quem sabe e ir crescendo como cineasta, realizando projetos melhores e maiores. Meu primeiro longa foi um baixo-orçamento, meu próximo já vai custar mais, será melhor desenvolvido e à médio-prazo depois de lançar esses dois primeiros filmes, é realizar um terceiro filme com muita aventura e com uma pegada mais próxima dos quadrinhos e games que eu tanto gosto.

Não quero falar muito desse projeto ainda mas é o que mais sonho em produzir aqui no Brasil, para depois, se possível, fazer o pulo de volta à Hollywood.

8) E qual a mensagem que gostaria de deixar para seus atuais e futuros fãs?

Se você tem alguma paixão, algum sonho a realizar, invista nele. Nada cai do céu, isso eu garanto, e é preciso muito trabalho e diligência para tornar sonhos a sua realidade.

Eu começei a “sonhar” o Lost Kids em 2006, e começei a trabalhar nele, de fato, no ano seguinte, em 2007. Então, é possível ver aí que levei sete anos com este mesmo projeto até ver ele se tornar uma realidade. Ralei muito, estudei bastante e fui atrás de mentores que poderiam me guiar.

E essa é a minha mensagem, acredite, trabalhe e realize.

Se você curtiu a entrevista e quer saber mais sobre a HQ acesse o link do Catarse e garanta sua cópia. Se você ainda não tem o Canal NERD no facebook corra já para a nossa página CanalNERDOficial, e nos siga no twitter, @CanalNerd.