Kick-Ass 2: Jim Carrey critica violência do filme

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Essa é inesperada: Depois de elogiar e ganhar o papel do coronel justiceiro em Kick-Ass 2: Jim Carrey critica violência do filme. Através de sua conta no twitter, Jim Carrey afirma: “Eu filmei Kick-Ass 2 um mês antes do [tiroteio na escola primária de] Sandy Hook, e agora, em boa consciência, eu não consigo suportar esse nível de violência. Peço desculpas aos outros envolvidos com o filme. Eu não tenho vergonha de Kick-Ass 2, mas os eventos recentes me fizeram mudar de ideia”.

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Carrey cita o incidente de Sandy Hook, que aconteceu no fim do ano passado, quando um homem vestido de preto e armado com quadro pistolas 9 milímetros, entrou na escola primária da cidade e assassinou 20 crianças e 8 adultos.

Após ser criticado na internet por hipocrisia, Jim Carrey pode não comparecer em nenhum evento do filme, muito menos dê entrevistas. Por ser um dos principais nomes do filme, esta afirmativa do ator pode ser prejudicial a continuação da saga.

Mark Millar, autor da HQ Kick-Ass, não deixou passar e respondeu ao ator: Uma sequência do filme que trouxe a personagem Hit Girl tinha que ter bastante sangue, e isso não deveria chocar alguém que gostou tanto do primeiro filme… Como Jim, eu fico horrorizado com a violência da vida real (apesar de eu ser escocês), mas Kick-Ass 2 não é um documentário. Nenhum ator foi ferido durante a produção! Isto é uma ficção, e como Tarantino e Peckinpah, Scorsese e Eastwood, John Boorman, Oliver Stone e Park Chan-wook, Kick-Ass evita a matança tradicional da maioria dos filmes de verão para se concentrar nas CONSEQUÊNCIAS da violência, seja nas ramificações para os amigos e a família ou, como vimos no primeiro filme, Kick-Ass passando seis meses no hospital depois de sua primeira luta. Ironicamente, o personagem de Jim em Kick-Ass 2 é um cristão reformado e a recusa do personagem em usar armas de fogo é uma das razões que seduziram Jim no início”.

Quem conhece Kick-Ass sabe que a obra criada por Mark Millar possui uma violência gráfica desmedida e chega a ser compreensível que Jim Carrey se sinta incomodado pela violência do filme – principalmente quando o país ainda está fragilizado pelos recentes eventos e que possui históricos trágicos de violência.

Há uma premissa de que violência gera violência e de que os filmes encorajam as pessoas a agirem da mesma forma agressiva fora dos cinemas.

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Mesmo com os acontecimentos, o filme ainda está previsto para estrear em 13 de setembro, deste ano, no Brasil.

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